NRF 2026: o papel da escuta, marca e comunidade

O dia 2 da NRF 2026 reforça como escuta, marca e comunidade orientam decisões mais consistentes no varejo.

Atualizado em: Leitura: 3 minutosNível: Intermediário

O segundo dia da NRF 2026 reforça um movimento claro no varejo: decisões melhores nascem de escolhas consistentes, replicadas ao longo do tempo. A feira é um termômetro importante e, pra que quem está tocando um pequeno negócio também consiga acompanhar essas discussões, a nossa cobertura parte de um filtro objetivo: traduzir aprendizados com contexto local, aplicação possível e impacto real no dia a dia.

Hoje trazemos aqui temas que já temos trabalhado com quem nos acompanha e que mostram que não existe atalho no varejo. Esse ponto apareceu com força em diferentes momentos do dia, desde a conversa com Fran Horowitz, da Abercrombie, até os recortes sobre construção de marca e comunidade apresentados por Ryan Reynolds. Escuta do cliente, estratégia de marca, cultura e identidade seguem sendo a base das decisões que funcionam no tempo, agora somadas ao avanço do TikTok Shop como um modelo de venda cada vez mais conectado ao conteúdo.

Para quem quer entender melhor o contexto da feira, vale conferir: O que é a NRF e por que ela importa pro varejo e Por que acompanhar a nossa cobertura da NRF 2026.

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Escuta do cliente: quando ouvir vira estratégia

O recado que aparece com força no dia é simples: marcas que param de tentar conduzir o desejo do consumidor e passam a observar, ouvir e ajustar com rapidez tomam decisões melhores.

Esse aprendizado ficou evidente na conversa com Fran Horowitz, ao mostrar como a escuta deixou de ser discurso e passou a orientar decisões práticas de negócio. Essa virada não começa por tecnologia nem por campanha. Começa por cultura interna e por método. A escuta vira parte do processo e da rotina.

Para pequenos negócios, a proximidade com o cliente já existe. O ponto de virada está em transformar essa proximidade em prática organizada.

Como isso vira prática no negócio:

Criar um registro simples já muda o jogo. Pode ser bloco de notas, planilha ou aplicativo.

Toda semana, anotar:

  • dúvidas que se repetem
  • objeções que travam a compra
  • elogios que indicam o que vale manter

No fim da semana, escolher uma mudança pequena para testar. Comunicação, experiência e venda começam a melhorar a partir daí.

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Marca e comunidade: confiança não se improvisa

Quando o tema vira comunidade, o ponto central não é alcance. É consistência. Esse olhar apareceu tanto na conversa com Ryan Reynolds, ao falar de construção de marca a partir de autenticidade e proximidade, quanto nas visitas técnicas que fizemos em Nova York, onde fica claro que marcas fortes constroem vínculo no dia a dia, não em ações isoladas.

Marca forte é aquela que entrega o que promete, de forma repetida, até virar referência. Isso cria memória, retorno e indicação. Para pequenos negócios, isso pesa ainda mais. A venda raramente é única. Quem compra hoje pode voltar amanhã ou indicar para alguém próximo.

Comunidade, nesse contexto, é gente que confia e retorna. E confiança nasce quando o posicionamento é claro. Falar com todo mundo não deve ser o foco, e sim estabelecer um relacionamento sólido com o público de interesse.

Quem quiser aprofundar esse tema pode conferir o conteúdo sobre construção de comunidades no pequeno negócio.

Cultura e identidade: antes de ferramenta, clareza

Outro aprendizado forte do dia reforça um erro comum no varejo: escolher ferramenta antes de escolher direção. Esse ponto ficou evidente na conversa sobre a trajetória da Ralph Lauren, especialmente na forma como a marca integra inovação e tecnologia a partir de uma identidade muito bem definida, inclusive na parceria com a Microsoft.

Marcas que atravessam o tempo costumam ter clareza sobre:

  • o que defendem
  • como se apresentam
  • o que não negociam

A tecnologia entra para ampliar o que já está organizado. Quando a identidade está clara, decidir o que testar fica mais fácil. Quando não está, qualquer novidade vira distração.

Como isso vira prática no negócio:

Antes de investir em qualquer nova ferramenta, vale responder:

  • pra quem o negócio quer ser primeira escolha
  • o que entrega melhor do que a média
  • o que não combina com o jeito de atender

Com isso escrito, decisões ficam mais simples e o foco se mantém.

TikTok Shop: quando conteúdo vira caminho de venda

O TikTok Shop aparece com força porque reflete um comportamento já em curso: descoberta cada vez mais conectada ao entretenimento. Esse tema se conecta diretamente à lógica de comunidade e troca contínua. Conteúdo gera venda, a venda gera aprendizado, a troca gera confiança e a comunidade sustenta esse ciclo ao longo do tempo.

Muita gente não chega procurando um produto. Chega porque viu alguém usando, explicando ou comparando. Não é moda. É comportamento. Para pequenos negócios, isso abre espaço para fortalecer o digital sem abandonar o físico ou criar uma nova frente de venda com investimento controlado.

Quem quiser se aprofundar no tema pode conferir o conteúdo TikTok Shop: nova forma de venda no entretenimento.

Qual recado que fica?

O segundo dia da NRF 2026 reuniu temas que se encaixam. Escuta melhora decisão. Clareza de marca sustenta confiança. Comunidade aumenta recorrência. Cultura dá direção. E novos canais, como o TikTok Shop, ganham força quando usados com intenção.

Nosso trabalho ao longo da feira é seguir fazendo essa tradução com contexto local e aplicação prática para pequenos negócios. Para seguir acompanhando a cobertura da NRF 2026 no WhatsApp, acessa aqui.

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Conteúdo escrito por:

Sebrae
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