NRF 2026: aprendizados para aplicar agora

Um resumo prático dos insights que mais importam pra quem toca um pequeno negócio e busca melhores decisões.

Atualizado em: Leitura: 4 minutosNível: Intermediário

A NRF concentra, em poucos dias, discussões que ajudam a entender para onde o varejo está indo. Mas, passada a intensidade do evento, a pergunta que fica é outra: o que disso tudo realmente faz diferença quando a rotina do pequeno negócio retoma seu ritmo?

Ao longo da cobertura, a gente acompanhou debates, exemplos e movimentos que apontam menos para “novidades” e mais para ajustes estruturais no jeito de vender, se relacionar com clientes e organizar o negócio. Este texto reúne esses aprendizados com um olhar prático, pensado pra quem toca um pequeno negócio e precisa decidir onde colocar energia, tempo e investimento.

Pra quem quiser rever outros recortes da nossa cobertura, estes conteúdos ajudam a complementar a leitura:
NRF 2026: o futuro do varejo já começou
NRF 2026: escuta, marca e comunidade

Inteligência artificial como base da operação

Um dos pontos mais claros da NRF é que a inteligência artificial deixou de ser diferencial competitivo. Ela passa a ser infraestrutura. Esse movimento apareceu com força em painéis como Playbook for Growth, que mostraram como grandes redes já tratam a IA como parte da base do negócio, integrada à operação e às decisões do dia a dia. Em outra palestra sobre agentic commerce, ou seja, quando a compra passa a ser guiada por assistentes e sistemas que ajudam o cliente a escolher e finalizar, em vez de depender só de buscas e cliques, o debate avançou sobre como a jornada de compra começa cada vez mais mediada por sistemas inteligentes, exigindo dados organizados, respostas rápidas e menos fricção ao longo do caminho.

O foco não está em projetos complexos ou soluções sofisticadas, mas em usos simples, contínuos e aplicáveis à rotina. Para pequenos negócios, isso significa parar de olhar a IA como algo distante e começar a usá-la como apoio operacional.

Como isso vira prática no negócio
Organizar respostas padrão para atendimento, estruturar descrições de produto, revisar textos, organizar informações e acelerar tarefas repetitivas já gera ganho real de tempo e clareza. O impacto vem da constância, não da sofisticação.

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Varejo híbrido como modelo dominante

Outro aprendizado que se mantém é a consolidação do varejo híbrido. A venda acontece na soma dos pontos de contato, e não em um único canal. Em apresentações voltadas a crescimento e competitividade, ficou evidente que o comportamento híbrido já é dominante. Estudos apresentados na feira mostram que a maior parte das decisões de compra passa por algum ponto digital antes da finalização, mesmo quando a venda acontece no espaço físico.

Mesmo negócios essencialmente locais dependem do digital para gerar confiança, esclarecer dúvidas e orientar a decisão. O consumidor chega mais informado, compara mais e espera uma jornada fluida.

Como isso vira prática no negócio
Ter informações básicas organizadas no digital já faz diferença: endereço, horário, formas de contato, fotos reais e respostas ágeis. O WhatsApp deixa de ser só atendimento e passa a ser parte do processo de venda.
Nas visitas técnicas, esse comportamento apareceu de forma recorrente. Os vídeos completos estão disponíveis no nosso Instagram que tu pode acessar aqui.

Geração Z como termômetro de comportamento

A Geração Z aparece na NRF menos como um recorte etário e mais como um sinal de comportamento que se espalha pelo mercado. Pesquisas apresentadas em painéis como The Z Suite Meets the CMO reforçam que esse público influencia o varejo ao impor novos padrões: mais comparação, menos tolerância a fricção, decisões guiadas por conteúdo e por recomendações reais. Mesmo quem não vende diretamente para a Geração Z sente esse impacto no balcão. O hábito se espalha.

Como isso vira prática no negócio
Reduzir atrito vira prioridade. Atendimento confuso, informação incompleta e demora na resposta afastam clientes. Conteúdos simples, que explicam, comparam e orientam, ajudam a antecipar dúvidas e acelerar decisões.

Pessoas, liderança próxima e cultura de aprendizado

Apesar de toda a tecnologia em pauta, a NRF reforça um ponto essencial: resultado só aparece quando as pessoas entendem o processo e sabem aplicar as ferramentas. Esse tema apareceu com força em palestras sobre transformação organizacional, como a da VF Corp., que destacou o papel da liderança próxima, da cultura de aprendizado e da preparação dos times como base para qualquer avanço tecnológico gerar impacto real. Em negócios menores, onde cada atendimento pesa mais no resultado final, isso se torna ainda mais relevante.

Como isso vira prática no negócio
Treinar o time com situações reais, alinhar padrões de atendimento e criar momentos curtos de troca já ajudam a melhorar experiência, comunicação e venda, sem exigir grandes estruturas.

Comunidade como ativo de negócio

Comunidade não é audiência. É relação. Esse ponto atravessou a NRF inteira e ficou evidente em conteúdos como a palestra de Ryan Reynolds sobre construção de marca, que reforçou a importância da autenticidade, da clareza de posicionamento e da consistência ao longo do tempo para gerar vínculo real com o público. Marcas que constroem relação reduzem dependência de mídia paga, aumentam recorrência e fortalecem a indicação. No pequeno negócio, isso faz diferença direta no caixa.

Como isso vira prática no negócio
Pós-venda consistente, comunicação clara e presença contínua criam confiança. Pequenos gestos, repetidos ao longo do tempo, constroem relacionamento e mantêm o negócio relevante. Quem quiser se aprofundar nesse tema pode conferir o conteúdo sobre construção de comunidades no pequeno negócio.

Um checklist pra levar pro dia a dia

Se a ideia é transformar aprendizado em ação, este resumo ajuda a organizar prioridades:

  • Usar IA para apoiar tarefas simples e repetitivas
  • Organizar o básico do digital como parte da venda
  • Reduzir atrito no atendimento e na comunicação
  • Investir em preparo do time e alinhamento interno
  • Fortalecer relacionamento com quem já compra

Esses aprendizados dialogam com análises mais amplas sobre o futuro do varejo, apresentadas na NRF, que mostram que velocidade, relevância e clareza de proposta serão cada vez mais determinantes para negócios de todos os portes, no Brasil e fora dele. Nosso papel ao longo da NRF é seguir fazendo essa tradução com contexto local e aplicação prática.

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Conteúdo escrito por:

Sebrae
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