O que pensam os novos pequenos empreendedores?
O que dizem os novos empreendedores nas redes sociais: sentimentos, dores, conquistas e aprendizados que marcam os primeiros passos no negócio.
Publicado em: Leitura: 2 minutos

O empreendedorismo continua crescendo com força no Brasil. Entre janeiro e maio de 2025, 2,21 milhões de novas pequenas empresas foram abertas — um avanço de 24,9% sobre o ano anterior. Os MEIs representam 77,4% dessas formalizações, reforçando o microempreendedorismo como porta de entrada para a economia formal, para a autonomia e para a realização de sonhos.
Mas, além dos números, há algo que as estatísticas não mostram: as emoções que marcam os primeiros passos de quem decide empreender. É aí que as redes sociais entram como um espaço onde pequenos empreendedores compartilham, de forma espontânea, suas vitórias, medos, dúvidas e cansaços. A pesquisa netnográfica do Sebrae RS analisou essas postagens e mostrou o que realmente se passa no início dessa trajetória.
Sentimentos que marcam o começo
As publicações revelam que a jornada começa com emoções intensas. Há entusiasmo pela primeira venda, orgulho pelo CNPJ ativo, alegria pela loja aberta. Mas também aparecem ansiedade, cansaço, medo de não dar conta e angústia com as responsabilidades. Esses sentimentos mostram que empreender não é apenas uma decisão econômica, envolve identidade, projeto de vida e expectativas profundas.
Dores mais citadas pelos pequenos empreendedores
Entre as dificuldades mais mencionadas, três se destacam:
- Burocracia, que muitas vezes surpreende quem acabou de formalizar o negócio.
- Golpes, especialmente cobranças falsas que chegam logo após a abertura do MEI.
- Pressão financeira e sobrecarga emocional, que geram insegurança nos primeiros meses.
Há relatos de noites mal dormidas, dúvidas sobre rentabilidade e a sensação de carregar tudo sozinho: uma realidade comum a muitos pequenos empreendedores.
Conquistas que motivam a seguir
Apesar das dores, as pequenas vitórias têm enorme valor. Abrir a loja, emitir a primeira nota, vender pela primeira vez ou receber apoio da família são marcos que reforçam a confiança.
Os posts mostram que essas conquistas funcionam como impulso emocional para continuar, mesmo quando o retorno financeiro ainda demora a aparecer.
Tensões culturais: segurança ou autonomia?
A comparação entre CLT e empreendedorismo aparece com frequência. Para alguns, formalizar o próprio negócio significa liberdade e autonomia. Para outros, representa uma troca arriscada, com pressão maior e menos rede de apoio. Outro ponto recorrente é a solidão: muitos relatam falta de apoio de amigos e familiares, o que pesa tanto quanto as questões financeiras.
Quatro perfis de narrativas empreendedoras
A análise das 719 publicações permitiu identificar quatro perfis predominantes:
- Sonhadores (40,1%) — celebram o início e enxergam o negócio como conquista.
- Veteranos (30%) — mostram o peso da rotina, dos impostos e da falta de lucro.
- Resilientes (15,6%) — revelam força emocional, fé e persistência.
- Críticos (11,3%) — comparam autonomia e CLT, questionando padrões tradicionais.
Mesmo com visões diferentes, um traço se repete: a resiliência. Ela aparece diretamente ou nas entrelinhas, como postura para enfrentar desafios com fé, humor ou determinação.
Por que esses relatos importam?
Compreender as emoções dos pequenos empreendedores ajuda a criar redes de apoio, prevenir golpes, reduzir a sobrecarga e fortalecer a cultura empreendedora. Essas narrativas mostram que as dificuldades não são individuais — são parte da construção de um negócio.
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