Turismo no RS: potencial do setor e oportunidades para empreendedores locais

O turismo gaúcho cresceu 2,5 vezes mais que a média nacional em 2025. Veja onde estão as oportunidades por região e como transformar o território em diferencial.

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Imagem do Blog Turismo. Home e mulher abraçados e passeando

O turismo no Rio Grande do Sul cresceu 11,4% em 2025, o segundo maior crescimento do país e 2,5 vezes a média nacional de 4,6%, segundo o Índice de Atividades Turísticas (Iatur/IBGE) divulgado pelo Governo do RS. Para o inverno de 2026, a projeção é de mais de 1,26 milhão de desembarques aéreos entre junho e setembro. E o dado mais importante para quem empreende: esse crescimento não depende de um único destino nem de uma única temporada. Ele se apoia numa cadeia de pequenos negócios espalhada pelas vocações regionais do estado. Neste texto, você vê onde estão as oportunidades e como aproveitá-las.

Um setor que cresceu mais que o Brasil

Depois de um 2024 marcado pelas enchentes, o setor não apenas se recuperou: superou o nível pré-enchente. O balanço de 2025 da SETUR-RS registra 1.535.806 turistas estrangeiros (alta de 73,8% sobre 2024), faturamento de R$ 17,67 bilhões (+13%) e 13.186 novos negócios abertos no turismo, o melhor saldo em 15 anos, com 6.469 empregos formais gerados.

Os sinais aparecem também no varejo do setor: as vendas de agências e operadoras subiram 42,3%, as buscas por Porto Alegre no Airbnb cresceram 38% e a permanência média em Gramado passou de 3,12 para 4,21 pernoites. E esses números vem direto dos pequenos negócios: pousadas, restaurantes, artesãos, receptivos locais.

Quem é o turista que visita o RS?

Conhecer o visitante permite ajustar produto, preço e comunicação. Quatro traços do retrato, segundo a pesquisa de demanda da SETUR-RS em parceria com o Sebrae:

  • Ele é regional: 51,57% dos visitantes moram no próprio RS, seguidos de Santa Catarina, São Paulo e Paraná. No exterior, a Argentina lidera, e o RS é o 3º maior receptor de estrangeiros do país.
  • Viaja de carro e volta: o turista mais próximo retorna mais e indica mais, o que valoriza programas de recorrência e relacionamento.
  • Busca lazer com identidade: clima de inverno na Serra, história nas Missões, gastronomia na Costa Doce, natureza nos Campos de Cima da Serra, tradição no Pampa.
  • Decide online e paga por experiência: pesam roteiros integrados e reputação digital, mais que preço. No enoturismo, o ticket médio da experiência chegou a R$ 510 em 2025.

Imagem blog Turismo. Imagem de ruínas históricas de construção em alvenaria.

As cinco macro-vocações do turismo gaúcho

A SETUR-RS organiza o estado em regiões turísticas oficiais; para uso prático, o material do Sebrae RS as agrupa em cinco macro-vocações comerciais:

  1. Serra Gaúcha: Gramado recebeu 7,9 milhões de visitantes em 2025. No enoturismo, foram 71 mil experiências (+57,8%), e só 25% das vinícolas exploram o segmento. Mercado aberto para pousadas, cantinas, queijos, embutidos e receptivos.
  2. Missões: as Ruínas de São Miguel são Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1983, e o Estado destinou R$ 80 milhões às comemorações dos 400 anos das Missões em 2026. Oportunidades em artesanato guarani, pousadas, gastronomia regional e guias culturais.
  3. Costa Doce: Pelotas, Capital Nacional do Doce, recebeu 80% mais visitantes que em 2019. Espaço para confeitarias, doces e conservas, frutos do mar e ecoturismo na Lagoa dos Patos.
  4. Campos de Cima da Serra: os parques de Aparados da Serra e Serra Geral respondem por 80% do fluxo de Cambará do Sul. Vocação para pousadas rurais, guias de aventura, queijo serrano, mel e erva-mate.
  5. Pampa: o Trem do Pampa (2024) virou nova âncora do turismo de fronteira. Oportunidades em estâncias, churrasco, couro e lã, vinícolas da Campanha e guias rurais.

Um princípio atravessa as cinco regiões: roteiros que somam hospedagem, gastronomia, atrativo e produtor local aumentam a permanência e o gasto médio. O cliente de um negócio vira cliente de todos.

Terroir gaúcho: o território como diferencial

Terroir é o conjunto de território, clima, cultura e saberes que torna um produto único. Bem contado, ele vira narrativa de marca que permite cobrar mais e fidelizar. O RS tem um dos terroirs mais diversos do Brasil: vinhos da Serra, doces de Pelotas, queijo serrano, carne do Pampa, artesanato guarani.

Na prática, a pousada rural que monta pacote com queijo serrano e caminhada nos cânions eleva o ticket; o restaurante que identifica o produtor do ingrediente sai da guerra de preço; o artesão que certifica a origem transforma a peça em “memória com proveniência”; a vinícola pequena que oferece degustação comentada entra num segmento onde só um quarto dos concorrentes atua.

Presença digital, sustentabilidade e destinos inteligentes

O turista decide online, então a MPE precisa aparecer onde a decisão acontece. A régua sobe por estágio: quem está começando resolve o Google Meu Negócio (gratuito), entra em uma OTA (Booking, Airbnb ou TripAdvisor) e responde a todas as avaliações; quem está consolidando soma reserva direta, conteúdo regular e pacote com parceiro; quem está escalando trabalha dados de cliente, campanha paga e marca regional.

Duas referências completam o cenário. A Nova Lei Geral do Turismo (Lei 14.978/2024) trouxe mais segurança jurídica para agências, pousadas e aluguel por aplicativo, mantendo a responsabilidade solidária, o que reforça a importância de contratos claros com parceiros. E o conceito de Destino Turístico Inteligente (dados, inovação, sustentabilidade e experiência) já chegou ao RS: Gramado participa do programa nacional na categoria DTI em Transformação. Para o pequeno negócio, a tradução é direta: coletar dados do cliente, melhorar a oferta e comunicar resultados.

Quer o mapa completo das oportunidades?

Este texto é a porta de entrada. O e-book completo do Sebrae RS detalha os dados do setor, o perfil da demanda por região, as cinco macro-vocações com seus números e o plano de ação por estágio do negócio.

Acesse o material completo: “Turismo no RS: potencial do setor e oportunidades para empreendedores locais“

 

Conteúdo escrito por:

Sebrae
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