FBV 2026: tecnologia, inovação e o futuro do varejo

Entenda como o comércio agêntico, a creator economy e o varejo humanizado tão transformando o mercado.

Publicado em: Leitura: 5 minutos

A FBV é a maior feira de varejo do Brasil, sendo o principal palco de inovação do país. Por aqui, líderes do mercado antecipam comportamentos e trazem grandes insights pra o futuro do varejo, algo muito semelhante ao que grandes eventos globais, como a NRF e o SXSW, fazem internacionalmente. E a gente ficou de olho em todas as principais novidades do evento pra trazer tudo traduzido pro teu negócio! 

Afinal, além das palestras, a FBV também conta com outros espaços incríveis de fomento à inovação e inteligência de mercado, como a Loja Tendência, as Rodadas de Negócios e as visitas técnicas do Varejo Experience. Tudo pensado pra transformar conceitos complexos em soluções pro teu dia a dia. 

A gente sabe que a jornada de gerenciar uma empresa é cheia de desafios e decisões difíceis, por isso organizamos os grandes pilares estratégicos mapeados pra que tu possa orientar as tuas próximas decisões de mercado.

Confere com a gente os principais insights!

Vínculo, conexão e experiência: o varejo humanizado

O grande consenso entre os especialistas na FBV é que a decisão de compra é essencialmente emocional.

As marcas precisam compreender que as características técnicas de um produto ou serviço importam menos hoje do que os valores e os vínculos gerados com o consumidor ao longo do processo. 

É preciso praticar a escuta ativa, fazendo as perguntas certas pra entender a vida e o momento da pessoa antes de oferecer qualquer mercadoria.

Desta forma, pra criar diferenciação, o pequeno varejista precisa entender que o ambiente digital e o ponto de venda físico jogam jogos totalmente diferentes:

  • O varejo digital: É focado na transação pura, onde o cliente busca velocidade, praticidade, conveniência e agilidade de resposta.
  • O varejo físico: É o território da emoção, dos múltiplos sentidos, da experiência e da permanência.

Na loja física, o teu papel principal é fazer o cliente desacelerar de forma cadenciada, tirando ele do ritmo frenético do cotidiano pra que ele passe mais tempo interagindo com o teu espaço. Pequenas ações pensadas fora da caixa criam esse elo afetivo poderoso.

Um exemplo prático é o de uma loja de acessórios femininos que passou a oferecer massagem nos pés pras clientes, uma estratégia simples que aumentou drasticamente o tempo de permanência e a conversão de vendas no balcão. 

Outra solução inteligente de integração de canais é destacar fisicamente na tua loja os produtos que são mais comentados e salvos nas tuas redes sociais, incorporando o cliente do meio digital no ambiente e garantindo que ele se sinta reconhecido e prestigiado.

Embora a automação ajude a dar escala na gestão, o robô não substitui o calor humano. O consumidor atual ainda faz questão de falar e ser ouvido por alguém de verdade do outro lado da tela.

FBV 2026: tecnologia, inovação e o futuro do varejo

A era do comércio agêntico

A Inteligência Artificial deixou definitivamente de ser um assunto futurista de ficção científica pra se tornar uma ferramenta importante na rotina pessoal e profissional. Pesquisas do Google apresentadas no evento indicam que 82% dos brasileiros já usam inteligência artificial no dia a dia, e essa taxa de adoção bate na casa dos 90% quando olhamos pra geração Z, composta por nascidos entre 1995 e 2005 .

Essa presença massiva da tecnologia provocou uma mudança no comportamento de busca online. O consumidor parou de digitar termos simplificados e curtos, como “fone barato”.  Agora, as pesquisas são extremamente detalhadas, contextualizadas e conversacionais. 

Esse cenário consolidou o chamado Comércio Agêntico, que ocorre quando o cliente passa a delegar etapas importantes da sua jornada de compra pros assistentes virtuais baseados em IA. Confere alguns dados que comprovam isso:

  • 44% dos consumidores aceitariam tranquilamente que a inteligência artificial filtrasse os produtos e sugerisse as melhores opções de marcas de forma autônoma.
  • 37% das pessoas já admitem dar total autonomia pro robô fechar e realizar o pagamento de compras práticas de baixo valor (até R$ 200) sem nenhuma validação humana intermediária.

O consumidor usa a tecnologia como um assistente pra traduzir termos técnicos complexos e como um validador pra ter mais convicção antes de fechar o negócio. Portanto, pra que a tua empresa seja encontrada e recomendada pelo assistente virtual do teu cliente, o segredo está na qualidade extrema da informação dos teus produtos.

Além disso, tu precisa estruturar a tua operação sob a chamada Arquitetura da Confiança, que exige três pilares essenciais: a escalada imediata pro atendimento humano se o cliente quiser sair do robô, a transparência sobre a origem dos dados exibidos e um “botão de emergência” visível pra que o usuário possa cancelar qualquer ação de forma rápida e sem prejuízo .

Creator Economy: autenticidade e humanização de canais

O marketing de influência passou por um grande amadurecimento e a FBV deste mostrou que a estratégia de influência não se resume a gastar orçamentos astronômicos com grandes celebridades nacionais do Instagram. .

Pros pequenos negócios, apostar em criadores de conteúdo menores, especialistas ou influenciadores de nicho gera muito mais resultado prático e conversão. O consumidor atual desenvolveu um filtro apurado pra detectar excessos, falas decoradas demais ou publicidades artificiais que imitam comerciais de TV antigos. Ele busca a espontaneidade.

Além disso, posts isolados (“publis” de uma única postagem) não funcionam e não constroem credibilidade. De acordo com dados de mercado, o consumidor precisa ver o criador falando de uma marca pelo menos três vezes pra que os atributos de confiança, lembrança e intenção de compra comecem a se mover de verdade.

Portanto, o caminho ideal é construir parcerias estratégicas de longo prazo com criadores menores e fazer com que eles estejam de forma recorrente na rotina da tua marca. Tu também deve enxergar os programas de afiliados (como os estruturados por grandes varejistas do mercado) não apenas como uma mídia, mas como canais diretos e potentes de venda e distribuição.

Dá um CPF pro teu CNPJ

O outro grande movimento indispensável é entender que o influenciador que mais vende pro teu negócio se faz dentro de casa. É o chamado EGC (Employee Generated Content), que consiste em colocar os donos da empresa e os próprios colaboradores pra produzirem conteúdo.

Pesquisas revelam que 70% das pessoas confiam muito mais em indivíduos ligados diretamente à empresa do que em propagandas institucionais frias e sem rosto.

O jogo principal das redes sociais não é o da venda direta, é a dedicação na criação de conteúdo pra conquistar a atenção do público. Se o teu negócio não mostra o que faz de melhor nos bastidores, o mercado simplesmente não percebe o teu valor.

Pra vender na internet, a tua marca precisa abandonar a postura corporativa fria e começar a mostrar as vitórias cotidianas e até os perrengues . Não adianta inventar um personagem nas redes, pois o público só cria vínculo com quem mantém a sua essência e se conecta de verdade com as dores da comunidade local.

E nem tudo precisa ser perfeito de primeira. O perfeccionismo é a desculpa perfeita pra tu ficar parado e não agir.

Vídeos simples, gravados com estruturas básicas e focados no conhecimento que tu domina no dia a dia, geram muito mais autoridade do que grandes produções artificiais. É a tua autoridade que faz toda a diferença.

Escuta ativa pra crescer

Outro grande ensinamento da FBV vem pra quebrar a ideia de que tu precisa pensar tudo sozinho. Tá na hora de começar a perguntar direto pro teu cliente o que ele realmente precisa. 

A dor do teu consumidor é o roteiro exato e o mapa pro teu próximo produto ou serviço de sucesso. Então, escuta o teu cliente, entende a real necessidade e passa a mapear os próximos passos pro teu negócio.

A eficiência dos dados organizados vai ajudar as IAs e os robôs a encontrarem o teu catálogo na internet. Apesar disso, é a tua entrega humana e a tua capacidade de criar conexões  que vão sustentar a tua empresa no longo prazo. 

A tecnologia deve servir como infraestrutura pra tua gestão, mas o foco do teu negócio precisa continuar sendo humano.  

A FBV terminou, mas os nossos conteúdos sobre varejo, inovação e tecnologia continuam. 

Pra não perder nada, segue a gente nas nossas redes sociais e confere tudo em primeira mão.

FBV 2026: tecnologia, inovação e o futuro do varejo

 

Gostou desse post?

Conteúdo escrito por:

Sebrae
Mais de 1 milhão de pequenas empresas transformadas no Rio Grande do Sul. Estamos juntos para evoluir e potencializar o seu negócio.

Você também pode gostar de: