Empreendedorismo feminino: crescimento e geração de renda que transformam a realidade

Participação feminina à frente de negócios cresce no país, com uma importância cada vez maior para a sociedade

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O empreendedorismo feminino no Brasil sofre também as consequências causadas pela pandemia. De acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae do total de donos de negócios no terceiro trimestre de 2020, apenas 33,6% eram de mulheres.

No mesmo período em 2019, esse percentual era de 34,5%. Isso representa uma perda de 1,3 milhões de mulheres a frente de negócios. 

Quais são as explicações para esse fenômeno?

Inicialmente é a crise que afetou vários setores, mas também reflexo da cultura que vivemos. As mulheres precisaram acumular mais tarefas nas suas rotinas. 

Por outro lado, temos pesquisas que mostram que as mulheres empreendedoras deram respostas mais rápidas aos desafios impostos pelo contexto. As empreendedoras agiram com mais rapidez na hora de inovar em seus negócios, como aponta a pesquisa realizada pelo Sebrae com a Fundação Getúlio Vargas. 

A pesquisa evidencia que 71% das mulheres usaram redes sociais, aplicativos e a internet para vender seus produtos. O delivery foi implementado em 19% dos negócios administrados por mulheres, enquanto essa realidade se tornou real em 14% dos empreendimentos geridos por homens. 

Empreendedorismo feminino que transforma

As lideranças femininas têm ainda grande potencial transformador dentro das empresas, oxigenando o mercado, diversificando os pontos de vista na tomada de decisões e dando mais visibilidade para questões de gênero no cotidiano de colegas de equipe ou mesmo na relação cliente/prestador de serviço.  

 

 Em outras palavras, é o empoderamento nos ambientes de trabalho. E mulheres realizadas à frente dos seus negócios são a inspiração para outras que têm sua confiança e autoestima fragilizadas quando a conquista da independência financeira não parece tão fácil. Ao se tornarem protagonistas de suas vidas, elas conseguem se libertar de ciclos viciosos de violência doméstica e normalmente reinvestem o capital adquirido na própria família, trazendo benefícios para toda a sociedade. 

É possível falar ainda em melhorias econômicas globais: há poucos anos, um estudo do McKinsey Global Institute trazido a público pela Revista Exame projetou o impacto financeiro de um cenário com participação plena das mulheres no mundo dos negócios: os ganhos no PIB mundial chegariam a US$ 28 trilhões até 2025. 

Formalizar para crescer

Para transformações no quadro atual, o apoio e o incentivo para que novas empreendedoras formalizem seus negócios, tornando-os sustentáveis, são bons catalisadores.

Um primeiro passo é elas se tornarem MEIs, o que traz várias vantagens no planejamento das atividades, sem contar fatores de estabilidade como auxílios para seguir com rendimentos durante a gestação e primeiros meses de maternidade, auxílio-doença, previdência e outros. Depois, com a empresa estabelecida e crescendo, é possível dar passos maiores, como transformar o negócio em uma microempresa e até mais.

E o Sebrae está sempre pronto a auxiliar as mulheres empreendedoras a fazerem suas ideias se tornarem realidade. Há programas específicos, como o Sebrae Delas Mulher de Negócios, por exemplo, e vários outros cursos e orientações disponíveis. 

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Para mais informações, não deixe de buscar o Sebrae mais próximo ou entrar em contato com a Central de Relacionamento, pelo telefone 0800 570 0800 ou nos canais digitais. 

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