Creator economy: o que é e como os pequenos negócios podem aproveitar

Entenda como a creator economy pode ajudar pequenos negócios a ganhar relevância, confiança e novas oportunidades de venda.

Publicado em: Leitura: 4 minutosNível: Intermediário

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A creator economy, ou economia dos criadores, é o ecossistema formado por pessoas que produzem conteúdo, constroem comunidades e influenciam escolhas. Pra um pequeno negócio, ela representa a oportunidade de chegar a novos públicos, fortalecer a confiança na marca e gerar vendas através de criadores que já têm conexão com seus potenciais clientes.

Na prática, isso não significa contratar uma celebridade ou um influenciador com milhões de seguidores, o raciocínio é justamente o oposto: um especialista do setor, uma liderança local, um cliente satisfeito ou um criador de nicho pode gerar mais resultado quando existe afinidade real entre o conteúdo, a marca e a comunidade.

O que é creator economy?

Creator economy é o conjunto de atividades econômicas geradas por pessoas que criam e distribuem conteúdo, desenvolvem audiências e transformam sua influência em oportunidades de negócio. Esses criadores podem atuar em diversos segmentos, como moda, gastronomia, beleza, educação, tecnologia, finanças, turismo, esporte ou qualquer outro assunto.

O valor de um criador de conteúdo não necessariamente está no número de seguidores, mas na sua capacidade de despertar interesse, traduzir assuntos, gerar identificação, reunir uma comunidade, influenciar escolhas e construir confiança ao longo do tempo.

Na NRF Ásia Pacífico, a creator economy surgiu como parte de uma mudança ampla na forma como as marcas entram na cultura de um modo geral: celebridades, atletas, influenciadores e criadores de nicho deixaram de ser apenas rostos de campanhas e passam a ser caminhos pra marcas participarem de histórias e comunidades que as pessoas já acompanham.

Por que a creator economy ganhou tanta importância?

Antes de fazer uma compra, o consumidor costuma assistir a vídeos, ler avaliações, conferir comentários, comparar produtos e acompanhar experiências de outras pessoas e, muitas vezes, a decisão começa muito antes da busca direta por uma empresa.

Uma pessoa vê um restaurante em um vídeo, salva uma dica de presente, descobre uma marca de roupas em um conteúdo sobre estilo, aprende a usar determinado produto com alguém que acompanha e, quando surge a necessidade de compra, aquela marca já faz parte do repertório. E é a partir desse comportamento que surgem reflexões como vimos no SXSW: todo negócio virou mídia?

Não porque todas as empresas precisem se transformar em veículos de comunicação, mas porque hoje toda marca precisa encontrar formas de explicar o que faz, demonstrar seu valor, compartilhar conhecimento, construir relacionamento e ocupar um espaço na atenção do público. O conteúdo deixou de ser apenas uma atividade de divulgação pra virar parte da estratégia comercial.

 

Qual é a relação entre creator economy, confiança e decisão de compra?

As pessoas tendem a confiar em recomendações que parecem próximas da sua realidade. Isso acontece porque um bom criador não apresenta apenas as características de um produto. Ele mostra:

  • como usa;
  • pra quem serve;
  • em qual situação faz sentido;
  • o que funcionou ou não;
  • que resultado percebeu;
  • como aquela solução entra na vida real.

Essa camada de contexto ajuda o consumidor a reduzir dúvidas e imaginar a própria experiência. No SXSW, a economia dos criadores apareceu conectada à construção de comunidade e à ideia de que atenção não é o mesmo que relacionamento. Uma empresa pode comprar alcance por meio da mídia, mas precisa construir confiança pra permanecer relevante.

 

Pequenos negócios precisam contratar grandes influenciadores?

A resposta aqui é não. Fazendo um paralelo, pequenos negócios têm uma vantagem competitiva em relação às grandes empresas que é ter uma relação muito mais direta com seus clientes, esse raciocínio também vale pra creator economy: é mais fácil ser relevante e criar afinidade legítima com o público em um volume menor de pessoas. Ou seja, falar com mais gente nem sempre significa falar com quem quer te ouvir.

 

Como escolher um criador de conteúdo pro teu negócio

A escolha deve começar pelo objetivo da empresa, e não pela quantidade de seguidores. Antes de procurar um perfil, vale ter essas perguntas respondidas:

  • Quem tu quer alcançar? Definir o público, os interesses e a região em que ele tá vai fazer toda a diferença.
  • Que resultado tu espera? A parceria pode ter como objetivo aumentar o reconhecimento da marca, apresentar um produto, levar pessoas até um evento, gerar pedidos ou fortalecer tua reputação.
  • Que tipo de criador já conversa com esse público? Analisar os assuntos abordados, a linguagem, os comentários e a relação construída com a comunidade é tarefa obrigatória aqui.
  • Os valores combinam com os da tua marca? Uma parceria pode ampliar tanto os pontos positivos quanto eventuais problemas de reputação. Por isso, o alinhamento precisa ir além dos números.
  • O conteúdo é capaz de gerar uma experiência real? A publicação precisa fazer sentido dentro da rotina e da linguagem do criador. Um perfil menor, com audiência local e participativa, pode trazer mais visitas e vendas do que um perfil grande, mas distante da realidade do negócio.

 

Passo a passo pros pequenos negócios aproveitarem a creator economy

  1. Mapear criadores próximos da tua marca e do universo que ela comunica.
  2. Criar uma proposta com benefício pros dois lados, seja financeiro, experiência ou visibilidade.
  3. Dar espaço pra autenticidade, que já conhece a comunidade dele, sem limitar tanto a forma de produzir conteúdo.
  4. Mostrar teu produto, serviço ou experiência em uso, sempre pensando no valor que aquele conteúdo vai gerar para o público.
  5. Transformar teus clientes e equipe em criadores, afinal, o que conecta com o público são experiências reais e essas pessoas têm um grande potencial para entregar isso.
  6. Construir uma rotina, não apenas uma ação pontual, já que relações e parcerias duradouras tendem a trazer mais veracidade pros conteúdos.

 

Depois de colocar tudo em prática, é hora de medir os resultados

Curtidas e visualizações ajudam a entender o alcance, mas não são as únicas métricas relevantes. Aqui, é importante ter claro qual vai ser o objetivo no final da ação:

Ampliar o alcance de marca: alcance do conteúdo, visualizações, novos seguidores, buscas pela marca e visitas ao perfil.

Construir uma comunidade: comentários e compartilhamentos dos conteúdos, interações e engajamento no perfil.

Aumentar as vendas: uso de cupons, pedidos recebidos, número de clientes novos e visitas ao site.

A creator economy gera resultados imediatos, mas também constrói ativos de longo prazo, como lembrança, reputação e confiança.

 

A maior oportunidade da creator economy não é em fazer alguém conhecido postar um vídeo sobre o teu produto, mas pensar em que como construir relações entre tua marca, os criadores e uma comunidade.

A dica que fica para os pequenos negócios é deixar de enxergar conteúdo como algo que acontece apenas quando sobra tempo e entendê-lo como algo que realmente vai trazer impacto positivo pra tua empresa. Quando se sabe qual é o objetivo que um criador de conteúdo pode te ajudar, a creator economy deixa de ser uma tendência distante e passa a ser uma oportunidade prática de ganhar relevância, confiança e espaço no mercado. Pra conferir outras dicas sobre esse tema, é só ficar de olho no Instagram.

Conteúdo escrito por:

Sebrae
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